• Memória LGBT

Museu da Diversidade Sexual: Memória e Resistência!


Mais conhecido como “Museu gay” ou “Museu da Diversidade”, o Centro de Cultura, Memórias e Estudos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo se localiza dentro da estação de metrô República na cidade de São Paulo, local especialmente escolhido por, dentre outros motivos, ter sido palco de históricos movimentos e celebrações LGBT, reunião diária desse público na famosa e boêmia noite paulistana, incluindo a era dourada das divas da noite gay nas décadas de 60, 70 e 80 e o inesquecível assassinato do homossexual Edison Néris que foi barbaramente espancado e morto por um grupo denominado Carecas do ABC na madrugada do dia 6 de dezembro de 2000, quando andava de mãos dadas com seu namorado Dario.

O museu foi criado em 2012 e foi internacionalmente repercutido e aplaudido por se tratar de uma iniciativa única em todo o hemisfério sul (apenas São Francisco nos Estados Unidos e Berlim na Alemanha possuem um centro cultural e museológico semelhante). O objetivo, segundo o próprio governo, é resgatar, unir e preservar todo o acervo histórico e o rico patrimônio cultural LGBT brasileiro através da disponibilização pública e popularizada de referências materiais e imateriais, bem como ser um centro informativo e de valorização da diversidade sexual, de forma a ser mais uma ferramenta de combate à homolesbotransfobia.

Em 2018 o Museu da Diversidade Sexual terá muitas novidades, dizia o diretor Franco Reinaudo. E de fato, elas vem acontecendo. Em janeiro foi lançado a exposição “Tarja Preta” com registros fotográficos produzidos por Vania Toledo e curadoria de Diógenes Moura. O discurso apresentado pelo curador apresentou o “registro de nossa efervescência cultural – da noite LGBT, do teatro, da música, das artes em geral. Os trabalhos exibidos no museu mostram como os questionamentos comportamentais – de sexo e expressão de gênero – têm forte presença na cultura e como essa chama se mantém viva.” A exposição ficou aberta até o dia 5 de maio.

Em 25 de Maio de 2018 foi lançada a exposição “Com Muito Orgulho” que apresenta fotografias das paradas do orgulho LGBT de diversos países com a curadoria de Franco Reinaldo. Esse trabalho foi desenvolvido de forma colaborativa além de abordar as questões de negritude (AFROLGBT) e também de classe. Segundo o MDS “A mostra, com entrada gratuita, celebra os seis anos do museu e serve de aquecimento para a Parada do Orgulho LGBT, que acontece no dia 03 de junho.” A exposição ficará aberta até 01 de setembro deste ano. Dentro das ações haverá o seminário "Museus Queer: A presença LGBT nos Museus". Vale a pena conferir!

Já os projetos para este ano são voltados para a guarda e preservação das memórias LGBT.

Em parceria com a Associação DIVERSA o MDS está recebendo doações de materiais, fotos e documentos de referencia para a população LGBT, o objetivo da campanha é a preservação da Memória LGBT. As doações poderão ser entregues de terça domingo das 10 horas às 18 horas. Segundo o site do MDS as doações irão compor o Centro de Pesquisa do Museu.

Outro projeto é o TransDocumenta que será lançado no dia 28/06 no RedBull Station. Trata-se de uma ação voltada para o lançamento e apresentação do programa Memórias da Diversidade Sexual. Neste dia serão apresentados os depoimentos de pessoas LGBT maiores de 65 anos. Haverá ainda uma programação continua, confira:

29/06 no MDS às 16h00 - Exibição do Documentário Last Chance (última chance). Duração 84 Min. Este documentário conta história de cinco pessoas que buscam por asilo e fogem de seus país de origem para escapas da violência LGBT.

29/06 no MDS às 18h00 - Exibição do documentário. Duração 101 min. "Quarto Camarim": o documentário apresenta a busca da diretora por sua tia transexual depois de 6 anos sem contato. Duração 101 min.

30/06 no MDS às 16h00 - Exibição do documentário "Meu Nome é Jacque". Duração:72 mim. O documentário apresenta a história de uma mulher transexual lidando com AIDS há mais de 20 anos.

30/06 no MDS às 18h00 - Exibição do documentário "AUF der Anderen Seite" (Do outro lado) Duração: 120 mim . Inicialmente . Nejat (um personagem andrógino não aprova o relacionamento de seu pai com a prostituta Yeter, o que muda quando ele descobre que seu pai envia constantemente dinheiro para Turquia no intuito de pagar os estudos da filha dela, Ayten.

Outro projeto é “Episódios para se orgulhar” onde serão divulgados semanalmente fatos, histórias e fotografias em comemoração ao dia do orgulho LGBT, data comemorada em 28/06 em todo o mundo. Segundo o MDS “Conhecer e se apropriar da nossa história é parte de um processo fundamental que nos fortalece”.

O programa educativo do Museu da Diversidade Sexual sem dúvidas é um dos maiores babados. No mês de junho promoveram ações voltadas para todas as idades. Entre as atividades promovidas foram realizas a “Visita Odara Relacionamentos LGBT”, “Bate papo: Nomes, Nomenclaturas de Tratamento e Comunicação LGBT” e no dia 28/06 às 15 horas haverá a “Visita Mati Orgulho LGBT”.

Por fim, o Museu da Diversidade Sexual é aquele espaço de memória que todes travestis, transexuais, lésbicas, bissexuais e gays podem chamar de seu! Visite e conheça!

Fonte e créditos da imagem: http://www.mds.org.br

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