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ENTREVISTA COM JONATHAN MARTINS


Memória LGBT: Como é a relação com os seus pais?

Jonathan: Hoje é ótima, mas no início foi bem difícil.

Memória LGBT: Como foi que você se descobriu homossexual?

Jonathan: Desde pequeno soube. Eu olhava para os meninos com outros pensamentos. Jogava futebol, fazia tudo que os meninos costumam fazer na infância, mas fui percebendo que olhava para os outros garo- tos e sabia o que estava sentindo, uma coisa diferente.

Memória LGBT: Já ficou ou namorou com alguma menina?

Jonathan: Nunca, nem curiosidade eu tinha, sempre soube que não gostava!

Memória LGBT: Como reagiram depois que você se assumiu na comunidade, já houve situ‑ ações desagradáveis?

Jonathan: A maioria já sabia ou desconfiava menos minha família, que não tinha a confirmação. Mas eu me impus e fiz com que me respeitassem e reaproximei todos para que não sentisse algo diferente. E, sim, me aceitaram com a maior naturalidade até porque ser gay não é ser bicho. Na comunidade nunca me desrespeitaram.

Memória LGBT: Você namora, ou já namorou?

Jonathan: Nunca namorei desde que me assumi publicamente, mas sempre tive meus casos que são bem duradouros, sempre com supostos “héteros”.

Memória LGBT: Costuma frequentar locais gays?

Jonathan: Não, prefiro lugares héteros.

Memória LGBT: Por quê? Preconceito da sua parte ou questão de gosto?

Jonathan: Questão de gosto mesmo, até porque a maioria dos meus amigos são héteros.

Memória LGBT: Uma palavra que te define.

Jonathan: Respeito. Porque sem ele nada anda da forma que planejo.

Memória LGBT: Já teve algum desentendi‑ mento dentro da comunidade?

Jonathan: Já sim. Foi num bar, quando eu estava com amigos, um cara apareceu e me chamou de veadinho. Não gostei da forma como fui abordado e, diante do abuso, acabei dando uma surra no cara que me ofendeu.

Memória LGBT: Você pratica alguma atividade física?

Jonathan: Sim, faço treino funcional e boxe. O boxe é minha terapia, me deixa muito leve e me faz reagir de forma correta, como, saber respeitar e escutar antes de agir, além de amar o esporte.

Memória LGBT: Maior desejo?

Jonathan: formar‑me em publicidade.

Memória LGBT: Uma Lembrança ?

Jonathan: O último “boa noite” da minha avó.

REVISTA MEMÓRIA LGBT – ANO III – EDIÇÃO VIII – Junho /2016 – P.10-11- ISSN 2318-6275 - WWW.MEMORIALGBT.COM

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