• Mário Chagas

Clóvis Bornay Singular e Múltiplo


Figura alegre, generosa, descontraída, culta, sorridente, dançante, meiga e doce, assim Clóvis Bornay foi muitas vezes descrito por seus amigos, alunos, professores e admiradores. Era um homem múltiplo e em sua multiplicidade era singular.

Depois de alcançar a celebridade nos desfiles de fantasia nos Bailes de Gala, Clóvis Bornay assumiu um novo desafio e transformou‑ -se em carnavalesco de Escolas de Samba.

Na multiplicidade de si Clóvis assumiu-se como carnavalesco do Salgueiro (1966), da Unidos de Lucas (1967, 1968 e 1969), da Portela (1969 e 1970), da Mocidade Independente de Padre Miguel (1972 e 1973) e da Unidos da Tijuca (1973).

Foi durante sua atuação à frente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, em 1970, com o enredo “Lendas e Mistérios da Amazônia” (reprisado em 2004), que ganhou o seu único campeonato como carnavalesco de Escolas de Samba.

Além de carnavalesco, museólogo, professor e pesquisador Clóvis Bornay teve atuações em diversas áreas:

Cinema - participou como ator nos filmes Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha e Independência ou Morte (1972), de Carlos Coimbra;

Televisão – destacou-se como parte do corpo de júri em programas do Chacrinha, Flavio Cavalcanti e Silvio Santos;

Música – além de compositor, gravou como intérprete marchinhas de carnaval em diversos discos;

Futebol – foi fundador, em 1979, da torcida organizada Fla-Gay; Militante – aos 88 anos, em 2004, participou da Parada do Orgulho LGBT, em Copacabana. Que ninguém se iluda: Clóvis Bornay era mesmo singular e múltiplo.

REVISTA MEMÓRIA LGBT – ANO II – EDIÇÃO IX – Agosto /2016 – P.16- ISSN 2318-6275 - WWW.MEMORIALGBT.COM

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