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ENTREVISTA COM DOUGLAS MIRANDA


Memória LGBT: Você é passista de quantas escolas de samba e a quanto tempo tem contato com o mundo do samba?

Douglas: Sou passista da São Clemente, da Viradouro, da Alegria da Zona Sul e da Paraiso do Tuiuti. Faço parte do mundo do samba há 15 anos.

Memória LGBT: O que o carnaval e o samba representam para você?

Douglas: Alegria, diversão e o fim dos meus problemas. Carnaval para mim é a festa da diversidade, onde todos se juntam em um só, seja branco, negro, gay ou hétero.

Memória LGBT: O que os gays representam no mundo do carnaval para você?

Douglas: São os maiores responsáveis por essa festa.

Memória LGBT: Por qual motivo?

Douglas: Por serem a maioria. Seja como carnavalescos, aderecistas ou passistas, mas na maioria das vezes, eles não têm seu trabalho reconhecido. Os gays merecem mais valor, não só no mundo do samba mais em todas as outras áreas.

Memória LGBT: O que ser gay representa para você?

Douglas: Uma pessoa normal, como qualquer outra.

Memória LGBT: Você já sofreu algum tipo de preconceito onde mora, em casa ou no trabalho?

Douglas: Todos sofrem preconceito, sendo gay ou não. Nunca sofri agressão física, mas verbal várias vezes. Infelizmente é uma coisa normal, cada um pensa de uma maneira, fazer o que né?

Memória LGBT: Ser gay, pobre e negro pesou na discriminação, ou apenas o fato de você ser gay?

Douglas: Nunca fui rejeitado por ser gay. Já ouvi piadinhas, mas nada muito grave.

Memória LGBT: Na sua comunidade já houve esse tipo de agressão?

Douglas: Não só na comunidade, em outros ambientes também. Numa festa de aniversário mesmo, sempre tem alguém que te aponta e diz para um colega “aquele lá é gay, é veado”, esse tipo de coisa.

REVISTA MEMÓRIA LGBT – ANO III – EDIÇÃO VIII – Junho /2016 – P.12-13- ISSN 2318-6275 - WWW.MEMORIALGBT.COM

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