• Ana Muza

Entrevista com Anderson Souza


Memória LGBT: Como foi se assumir gay na Favela?

Anderson: Aos 11 anos tentei ter minha primeira relação. Quando completei 16 decidi viver como sou e do jeito que sou. Me assumi para toda a família com 18 anos. Contei primeiro para a minha avó e ela disse “eu te amo do mesmo jeito”. Minha mãe me respeita, mas não aceita. Já os meus amigos e o restante da família aceitam numa boa.

Memória LGBT: Como é ser gay e obeso?

Anderson: Todos que se relacionam comigo adoram. Todo mundo gosta de contrafilé com gordura, ou não existiriam churrascarias. O corpo não quer dizer nada! Minha autoestima está lá em cima, não está mais por que não sou astronauta.

Memória LGBT: Conte uma Memória LGBT?

Anderson: O Papa, que deixou bem claro que todos são filhos de Deus.

Memória LGBT: O que você acha de um projeto que promove a Memória LGBT no PPG?

Anderson: Estava precisando na comunidade. Nós homossexuais precisamos de apoio, se não tiver apoio da família e dos amigos não somos nada. E agora temos um terceiro apoio do projeto. Ele levanta a autoestima.

Memória LGBT: Ponto negativo na comunidade?

Anderson: Não tem. Fui em várias comunidades e têm morros que não são assim. Quando outros gays vêm visitar, querem até morar aqui!

Memória LGBT: É comum confundirem seus amigos heterossexuais ou gays com namorados?

Anderson: As pessoas que não me conhecem podem até confundir, mas eu relevo. Acho que tenho mais amigos heterossexuais do que gays. Converso com todos aqui no morro e sou muito respeitado, seja gay ou hétero. Afinal quando é amigo, é amigo mesmo. É o mesmo sentimento de irmão.

Memória LGBT: Você gosta de sair aqui na Favela?

Anderson: Gosto. Sou eclético. Aqui eu gosto sim!

Memória LGBT: Deixe uma mensagem.

Anderson: Heterossexuais devem respeitar mais os homossexuais. E os homos devem respeitar mais os héteros. O respeito é para todos!

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REVISTA MEMÓRIA LGBT – ANO II – EDIÇÃO IX – Agosto /2016 – P.4- ISSN 2318-6275 - WWW.MEMORIALGBT.COM

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